quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resenha: Um dia - David Nicolls


Ficha do livro
Titulo: Um dia
Autor: David Nicolls
Editora: Intrínseca
Páginas: 410



















“Um dia” poderia ser um livro com final bem previsível: os personagens vivem uma linda história de amor e são felizes para sempre. Só que não! E é justamente isso que faz o livro ser tão especial. O autor descreve a vida realmente como ela é: momentos de tristezas, momentos de alegrias; muitos encontros e desencontros; esperança de que tudo vai dar certo, decepções quando as coisas não saem como deveriam.

Emma e Dexter se conheceram em 1988 na formatura da faculdade. Depois de uma noite de amor, decidem estender a companhia um do outro durante o dia seguinte. Talvez porque no fundo sabiam que logo teriam que trilhar caminhos bem diferentes. “Quanto um dia pode mudar nossas vidas?” No caso de Em e Dex um único dia mudou suas vidas para sempre, de tal maneira que não mais se separaram pelos próximos 20 anos. Mesmo que, muitas vezes, não estivessem juntos.

Yin e yang, assim é Emma e Dexter. Ela toda certinha, quase uma nerd. Inteligente, sonhadora, busca uma vida que realmente valha a pena de ser vivida. Ele é rico, conquistador. Quer conhecer o mundo, viver outras experiências, mas a verdade é que não sabe o que quer da vida. Apesar de ser o oposto um do outro, ao ler “Um dia” você vai torcer intensamente para que eles fiquem juntos.

Os dois se conheceram no dia 15 de julho, assim cada capítulo nos conta a história que eles viveram neste dia e também no último ano, ao longo de duas décadas. Parece confuso no princípio, mas David Nicholls consegue contextualizar muito bem todos os acontecimentos que ocorreram nesse intervalo de tempo.

Ao passo que a trama vai se revelando, vamos nos envolvendo com os personagens. Eles passam por muitas mudanças e amadurecem, são pessoas diferentes agora. Nem melhores, nem piores apenas cresceram com as experiências vividas. Em algumas passagens, Em e Dex passaram anos sem se ver, já em outras, não resistiram ficar longe por muito tempo. O fato é que de uma forma ou de outra, suas vidas se cruzavam de alguma maneira.

Num dia de verão Emma e Dexter se apaixonaram, mas por alguma razão, aquele não era o momento de viverem esta paixão. Porém durante os vinte anos seguintes, jamais se esqueceram um do outro, se tornaram amigos, confidentes e se amaram incondicionalmente. A verdade nesta história consiste em quanto um único dia transformou a vida de Em e Dex para sempre.

O livro virou um filme produzido pela Universal Pictures em 2011.  Anne Hathaway interpretou maravilhosamente o papel de Emma, na minha opinião a escolha da atriz foi perfeita! Jim Sturgess protagonizou Dexter, no entanto adoraria ver o Johnny Depp neste filme (uau!). As cenas são lindas e as locações ambientaram muito bem a história. Adorei todas as cenas de Paris!

Então é isso pessoal. Espero que gostem da resenha, porque do livro tenho certeza que irão amar! Beijos




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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Resenha: Prisioneiros do Inverno

Ficha do Livro

Título: Prisioneiros do Inverno
Autor: Jennifer McMahon
Editora: Record
Paginas: 348









Ao ler a sinopse de Prisioneiros do Inverno, identifiquei uma história de suspense que até poderia ser policial, já que se tratava de pessoas desaparecidas misteriosamente. No entanto, logo nas primeiras páginas percebi que estava diante de um enredo apavorante, mórbido e muito assustador. A leitura deste livro demorou um pouco mais do que o habitual, a trama é surpreendente, mas sou uma pessoa muito impressionável. Sim...senti muito medo! Tanto que somente lia em plena luz do dia...rs!

Vamos ao que interessa: a história intercala capítulos entre passado e presente, o que torna a leitura mais emocionante. Quando o passado atinge seu clímax, a autora continua para o presente e vice-versa, criando assim um ambiente de expectativa e suspense. Jennifer McMahon escreve de maneira fluida e instigante, capaz de fazer o leitor perder o fôlego e recuperá-lo logo em seguida, preparando-se para a próxima surpresa. Genial!

Em 1908, na cidade de West Hall, Sara Harrison Shea conta em seu diário as tragédias da sua vida que incluem Martin - seu marido, Gertie - sua amada filha e Titia - uma índia feiticeira que cuidou de Sara quando sua mãe morreu. Entre as tragédias, Sara revela em detalhes o desaparecimento de Gertie e como ela foi encontrada morta dias depois. Seu relato é carregado de dor, a dor de uma mãe que perde seu bem mais precioso.

A morte da filha amada causou-lhe um sofrimento alucinante e num ato de desespero, ela decide realizar o ritual ensinado por Titia para trazer de volta sua querida Gertie. Afinal Sara já havia visto um “dormente” antes, ela tinha 9 anos e estava explorando a floresta quando deu de frente com Hester Jameson, morta há duas semanas. O que Sara não podia imaginar eram as consequências que seu ato desesperado traria para sua vida e para muitas outras pessoas.

No presente, na mesma cidade, conhecemos Ruthie que cresceu ouvindo as histórias sobre a floresta amaldiçoada e o espírito vagante de Sara Harrison Shea. Para ela tudo não passava de uma tremenda bobagem, a jovem queria sair desta cidade sem graça o mais breve possível. Até que então sua mãe desaparece misteriosamente e restou a Ruthie e Fawn, sua irmã caçula, procurar por pistas e descobrirem o que de fato aconteceu. Investigando no quarto de sua mãe, elas encontram uma cópia do diário de Sara. E a partir daí o mistério vai se revelando capítulo a capítulo.

Prisioneiros do Inverno é uma história repleta de tramas intricados que descortinará num conjunto final. O enredo traz ao leitor uma fantástica e assustadora lenda que discorre sobre a vida e morte, abordando também a dificuldade da maioria das pessoas em lidar com estes temas. Jennifer McMahon amplifica o tom sombrio do livro, evidenciando as tragédias que se acumulam sobre cada personagem, seja ele principal ou coadjuvante. Tudo isso exalta o cenário macabro e aterrorizante do livro.

Na maior parte da leitura, o leitor ficará na dúvida do que é real e do que pode ser ilusão, mas ao final do livro as suposições perderão espaço e terror ganhará o campo das certezas ao passo que os mistérios serão revelados.

            Na minha opinião o livro tem todos os elementos para se tornar um clássico do horror adaptado para as telonas do cinema: uma trama macabra e assustadora, um ambiente sombrio carregado de medo e terror. Uma ótima opção para quem gosta do gênero.

            Sem sombra de dúvida o livro mais horripilante que já li em toda minha vida literária. Para quem gosta de histórias assustadoras e mistério intenso, super recomendo.






domingo, 25 de janeiro de 2015

Quero um amor - Meus Devaneios

Quero um amor - Meus Devaneios

Quero um amor para mim
Não o amor que sufoca ou aprisiona
Que leva ao desespero ou à loucura
Tampouco um amor de novela:
Paixão imediata e avassaladora,
Que supera todas as dificuldades.

Quero um amor leve e descomplicado
Tímido, despretensioso
Que me dê asas, me ensine a voar
Aquele sentimento que permita ouvir o outro
Sem ter pressa para falar.

Do carinho espontâneo
As mãos dadas debaixo do lençol
Aceitar o outro e igualmente ser aceita
O silêncio sem constrangimento
A dança sem música
Pelo simples motivo de estar com este amor.

Isso não é sonho ou ilusão
E a fé daquilo que mereço viver
O sentimento puro e libertador






terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Retalhos Literários # 2

          Olá pessoas queridas, quanto tempo...! São tantos compromissos: trabalho, academia e sem mencionar o calor...! Mas pretendo voltar com a rotina do blog e voltamos e alto estilo.

          Os Retalhos Literários de hoje vem do livro "Não conte a ninguém" do consagrado Harlan Coben. Logo, logo publicarei a resenha.

          A intenção deste post é a mesma: instigar você a ler o mais rápido possível esta história! 

          Beijos e até a próxima.




























... Custa-me acreditar que seja verdade.
Mas vou acabar acreditando. Nós nos abraçamos e adormecemos.
Amanhã de manhã acordaremos juntinhos.
Depois de amanhã também. Seu rosto será o primeiro que verei
Todos os dias. Sua voz será a primeira que ouvirei.
E isso, sei bem, é tudo de que preciso






terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Resenha: O Santo Homem


Ficha do livro
Titulo: O Santo Homem
Autora: Susan Trott
Editora: Best Seller
Páginas: 145








          
          Este é o meu livro de cabeceira, aquele que me distrai toda vez que não tenho nada novo para ler ou me inspira quando preciso de motivação para seguir em frente. Perdi o número de vezes que li a história do Santo Homem, tampouco saberei dizer quantas vezes mais repetirei a leitura, mesmo conhecendo de cor e salteado suas passagens, nunca me cansarei de ler as lições do santo homem, as 145 páginas deste livro sempre me revelam uma nova sensação.

          O livro conta as várias histórias que acontecem no alto de uma montanha em torno do eremitério. Uma casa de madeira de dois andares, pintada de branco, simples e sóbria, sem qualquer adorno. Nela vivia o monge Joe, “uma criatura pequena de aparência indescritível”, mais conhecido como santo homem.

         No início o eremitério recebia poucas pessoas, depois cada vez mais peregrinos, todos em busca de ver o Santo Homem. Então formou-se uma longa fila em torno da montanha. Quando a porta do eremitério se abria, o próximo peregrino era recebido pelo santo, no entanto até este momento o visitante não sabia quem ele era e ansiosamente dizia: "Eu vim ver o santo!".


          O peregrino seguia Joe casa adentro, em poucos minutos eles cruzavam o andar térreo e então chegavam numa porta igual àquela por onde havia entrado. O monge abria a porta e dizia: "Adeus". O visitante desapontado reclamava: "Mas eu vim ver o santo". E o santo respondia com delicadeza: "Você me viu” e às vezes acrescentava “Se você olhar para todas as pessoas que encontrar como se elas fossem sagradas, você será feliz”. Esta é a primeira lição...!

          Em “O Santo Homem” a história de cada peregrino revela uma verdade. Uma verdade que pode ser sua, do seu vizinho ou do seu irmão. Desate o nó das angústias cotidianas da vida e descubra as coisas boas que existem em cada um de nós com esta emocionante, sensível e inspiradora obra.
         Para aguçar sua curiosidade, para que você possa se deliciar deixo uma das histórias contadas no livro, particularmente uma das minhas preferidas.

Os Amantes

            Joe abriu a porta para os amantes, de mãos dadas como se fossem inseparáveis – Olá, santo homem – eles o saudaram, porque os amantes, as pessoas felizes, inerentemente boas, pareciam não ter dificuldades em reconhecê-lo. – Nós nos conhecemos na fila - disseram – e nos apaixonamos. Não é maravilhoso? Vamos nos casar. Já aconteceu uma coisa como essa aqui, antes?
            Joe sorriu, pois acontecia o tempo todo.
            - Você vai nos dar a sua benção?
            - Sim.
            Eles se prepararam para ajoelhar aos pés de Joe, mas ele interrompeu: - Não façam isso. Não se curvem. Apenas olhem para mim.
            Eles olharam, desenhando nos lábios um sorriso iluminado.
            - Eu lhes desejo felicidade. Sejam bons um para o outro e para as outras pessoas. Esforcem-se juntos. Continuem a aprender coisas sobre o mundo. Quando estiverem lendo uma revista ou um jornal, pensem se poderia ser um romance ou uma poesia. Percebam que vocês têm pelo menos uma hora por dia nas quais poderiam aprender uma língua ou fazer cálculos. Usem a mente até o limite. A vida passa depressa e, perto do final, ganha velocidade como um trem descendo uma colina. Quanto mais vocês souberem, mais enriquecerão a si mesmos e aos outros.
            - Obrigado. Nós o faremos. Vamos tentar. Podemos pedir mais um favor? Queremos dar ao nosso filho o seu nome. Pode nos dizer qual é?
            - Joe.
            Esse nome simples não parecia nada glorioso para dar ao filho, mas eles fariam o melhor possível.
            Todo casal de amantes acredita que é o único que teve a sorte de se encontrar e se apaixonar no meio da fila de pessoas, mas o santo não podia contar o número de novos amantes que chegava à sua porta de mãos dadas: homens e mulheres, duas mulheres ou dois homens, jovens ou velhos de idades misturadas, raça e nacionalidades diferentes, alguns que nem podiam falar a língua do outro. Era a fila do amor, de paixão. Ele imaginou que o mundo já estivesse bem maior por causa dos pequenos Joes ou Jos legítimos ou adotados, todos filhos da fila.
            Enquanto olhava o casal se afastar pelo caminho, pensou que sempre se esquecia de aconselhar os amantes a pôr as crianças cedo para dormir, de forma que pudessem continuar seu aprendizado. Talvez devesse distribuir panfletos com alguns conselhos esquecidos. Ele podia jogá-los do alto da montanha.
            Poderia também induzi-los a pensar como seria inspirador para os pequeninos se, quando começassem a fazer a lição de casa, vissem os pais também fazendo a sua.

            Tudo o que Joe queria para o mundo era mais bondade menos ignorância. Este, dizia ele aos monges, era o objetivo facilmente alcançável.”





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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Retalhos Literários # 01

               Olá!!! Depois do recesso de fim de ano, estou voltando às atividades do blog. E começo o ano trazendo novidades para vocês...ueba!!!     

           O primeiro  Retalho Literário do blog e do ano, vem diretamente do livro Prisioneiros do Inverno - Jennifer McMahon (a resenha sairá em breve). O retalho do livro chamou minha atenção logo no inicio da leitura. 

              Retalhos Literários são os trechos mais marcantes dos livros que leio. A intenção é instigar em você a leitura imediata do livro...rs!

              Espero que gostem e aproveitem. Beijos!






















“Abracei a essa oportunidade
assim que percebi que a história contada
nessas páginas poderia mudar todas as nossas ideias
sobre a vida e a morte.”
(Pág. 09)