quarta-feira, 13 de maio de 2015

Wish List # 2

         Olá pessoal, depois das férias forçadas (argh!) estou voltando com tudo...! Então muito gás e muitos livros a acrescentar na Minha Wish List.

          Que por sinal está super especial, no último dia 8 de maio, completou setenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial um dos meus gêneros favoritos (!!!). Para marcar a data, selecionei alguns livros de ficção e não ficção sobre o tema que pretendo muito em breve ler.


            Beijos e até o próximo post (sem demora)!

Autor: Julie Orriger
Páginas: 728
Editora: Companhia das Letras

Sinopse da Editora:

          Aos 22 anos, Andras Lévi recebe um convite para estudar na École Spéciale d’Architecture e se vê diante da repentina realização do sonho de deixar a Hungria para residir na charmosa Paris dos anos 1930. Tibor Lévi, por sua vez, consegue ingressar na faculdade de medicina de Modena, na Itália. Sempre que as parcas economias e a rotina de estudos permitem, os dois irmãos se reúnem para trocar confidências e aproveitar a noite parisiense. Andras, que se apaixona por uma mulher mais velha com um passado misterioso, logo se torna mais uma das preocupações de Tibor, que também se vê às voltas com um amor complicado. Nenhum deles previa, entretanto, as complicações que teriam início com a eclosão da Segunda Guerra Mundial: eles são obrigados a retornar à Hungria, onde são incorporados às frentes de trabalho destinadas aos judeus. 

          Da pequenina cidade húngara de Konyár às imponentes capitais Budapeste e Paris, A ponte invisível conta a história de um amor posto à prova pelo infortúnio, de irmãos cujo vínculo não pode ser rompido, de uma família destroçada em um dos momentos mais sombrios da história e do poder da arte em tempos de guerra.

Autor: Hans Keilson
Páginas: 120
Editora: Companhia das Letras

Sinopse da Editora:

          A história é universalmente conhecida. Durante a ocupação dos Países Baixos, uma menina judia chamada Anne Frank foi obrigada a esconder-se com sua família num porão. Entre julho de 1942 e a captura por membros da SS, em agosto de 1944, ela relatou seus medos e esperanças num diário que se tornaria um dos maiores best-sellers do século XX. Entretanto, o trágico final de Frank, morta em Bergen-Belsen, não se repetiu para milhares de judeus salvos do extermínio por pessoas que os abrigaram ao longo da guerra. Este livro, publicado em 1947, reconstitui a coragem e o sacrifício demonstrado por esses heróis quase anônimos.


          Hans Keilson, hoje com 102 anos, fornece um testemunho ficcional de suas próprias experiências. Médico judeu de origem alemã, o autor emigrou para a Holanda em 1936, após o recrudescimento do antissemitismo, e a partir de 1941 passou a viver na clandestinidade. Abrigado por um casal em Delft, participou ativamente da resistência, e após a guerra daria continuidade a uma bem-sucedida carreira de escritor e psiquiatra. Os lances divertidos do livro, cuja trama é deflagrada por um acontecimento imprevisto, matizam o horror do Holocausto com calculadas doses de comicidade, demonstrando que não há assunto trágico que a literatura não seja capaz de tratar com humor e leveza, revelando toda a ironia da condição humana.



Autor: Ana Novac
Páginas: 224
Editora: Companhia das Letras

Sinopse da Editora:

          Escritas em 1944, quando a autora, aos quinze anos, foi prisioneira em Auschwitz e Plaszow, as memórias de Ana Novac só viriam a ser publicadas pela primeira vez em 1967. Compostas em forma de diário, como parte da rotina pela sobrevivência, essas anotações carregam, além de um relato incisivo dos seis meses em que foi prisioneira, o feito de ser o único documento autobiográfico produzido em campos de concentração que foi preservado com o fim da guerra.

          Sobre isso a autora comenta no prefácio desta edição: "se o meu diário for mesmo o único - ao que se sabe - que saiu de um campo de concentração, não deixa de ser assombroso... Em minha opinião, ao contrário do que pretende a lenda, isso dependia unicamente de nós. Como bem antes da nossa chegada já estávamos condenados à câmara de gás, os 'anfitriões' não davam a mínima para as nossas atividades literárias ou quaisquer outras, para as nossas eventuais reflexões sobre o Reich etc.".

          Para registrar essas memórias no cativeiro, a menina vasculhava lixos e cantos à procura de papel, papelão ou qualquer material em que pudesse escrever. Além de falar dos outros prisioneiros, de sua rotina e dos alemães, parte de seu relato tem um caráter reflexivo que aparece ao tratar das doenças por falta de higiene, do sumiço repentino dos amigos, das agressões físicas e de todo tipo de tortura psicológica que os alemães usavam para humilhar os detentos. Ana Novac era apenas uma adolescente, mas o que se lê nessas páginas é um retrato maduro de um dos momentos históricos mais sombrios do século XX.



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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Um dia em São Luis do Paraitinga

Igreja Matriz de São Luiz do Paraitinga



          Desde que começaram a anunciar o carnaval típico de São Luiz do Paraitinga com suas marchinhas, eu enlouqueci para conhecer a cidade. Sem falar que só pelas fotos já havia me apaixonado. Mas enfim, nunca deu certo foliar em Paraitinga e logo depois aconteceu a tragédia que devastou a cidade.

        No feriado prolongado de Tiradentes aproveitamos o domingo e fizemos uma bate e volta na encantadora cidade. Foi uma pena por que estava tudo fechado: cidade do interior + domingo = descanso. Mas nem por isso deixamos de aproveitar e nos deliciar com os encantos luisenses.







         A cidade é conhecida como patrimônio cultural, principalmente pelas suas tradições caipiras, a Festa do Divino e o disputadíssimo carnaval de marchinhas. É perceptível logo na entrada da cidade o cuidado dos habitantes em preservar sua beleza, o centro histórico fascina o visitante e suas áreas rurais nos remetem às tradições do interior, revelando a graciosidade natural do município.  Se você procura agito, venha no carnaval ou nos meses que o antecedem, mas se prefere tranquilidade venha em qualquer época do ano, mas não deixe de vir!






        Visitamos o Instituto Elpídio dos Santos que depois enchente de 2010 foi reconstruído e hoje preserva a memória do maestro e compositor. O casarão mostra ao visitante a importância deste artista na cultura da cidade, com exposição de fotografias e vídeos que exibem a vida do artista, as transformações no modo de vida da pequena cidade.

          Há um espaço no instituto que expõem as imagens da tragédia que destroçou a pequena Paraitinga, mas também nos revela a força de vontade dos luisenses em reconstruir o que a natureza destruiu. O fato é que algumas das construções históricas que desmancharam com as águas do Rio Paraitinga ainda se encontram em construção, cobertas por tapumes. Outras ainda, já restauradas, preservam partes da destruição, como um lembrete de que tudo pode esmorecer, mas também pode se reerguer. 







            Foi preciso quatro anos de obras para a reconstrução da Igreja Matriz São Luiz de Tolosa, que foi totalmente destruída em 2010. A estrutura é nova, mas foram mantidos vários elementos da antiga construção que foram salvos e restaurados. Marco histórico e cultural da cidade, a igreja ganhou um espaço museográfico, onde ruínas do prédio original, datado do século XIX, ficam expostas atrás de vidros.





        Outra construção que desabou durante a inundação, foi a pequena Capela das Mercês. Inaugurada em 1814 foi a primeira a ser reinaugurada após a tragédia. Seu interior ainda preserva os elementos decorativos que foram recuperados e mantém a simplicidade e graciosidade.





          Conhecemos também a Igreja do Rosário, localizada no topo de uma ladeira, não foi atingida pelas cheias. Erguida no século 19 por escravos, feita em taipa sobre alicerce de pedras da região, a construção segue o estilo gótico. 








          Ao lado do Rosário encontramos um conjunto de casebres coloridos cheio de charme. Sendo um deles a loja de artesanato Tatumi Artes. 







          Conhecemos a simpaticíssima Neca Junqueira, que além de nos presentear com muitas histórias sobre cidade e nos recomendar visitar a cidade na Festa do Divino, ainda nos deu um pequeno mimo: o lindo imã de geladeira em forma de coruja...Amamos!!!




          Mas não é só de calmaria que sobrevive São Luis do Paraitinga é possível curtir natureza e aventura. Como o Parque Estadual da Serra do Mar, onde acontecem trilhas com cachoeiras e para os mais aventureiros, o rafting no Rio Paraibuna.


          Depois da caminhada, inevitavelmente, a fome apertou. Um casal muito simpático, que também visitava a cidade, nos indicou o Restaurante Sabor Caipira – comida típica mineira. Fica meio escondido, em frente do Mercado Municipal, porém a comida é saborosa, o ambiente aconchegante e bem caipira, isso porque a comunicação visual era mineirense, como a dos toaletes: “muié” e “ômi”. 





          Ao cair da tarde, a cidade vai desabrochando. Alguns poucos comércios abrem e a agitação é total na praça da cidade. Terminamos o passeio, sentadas na praça, curtindo uma paz que é inalcançável na cidade de São Paulo. Apenas jogando conversa fora no banco da praça,  observando a correria das crianças,  as sonecas dos idosos e os casais enamorados.




        Assim fechamos nosso passeio em São Luis do Paraitinga com gostinho de “quero voltar”. Beijos e até o próximo post.









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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Retalhos Literários # 7

          O Retalhos Literários de hoje vem do livro mais, mais...não consigo adjetivar este livro!!! Mas posso dizer que nunca li algo magnifico, magicamente humano. Este livro tomou a maior parte do meu pensamento durante o dia a dia. Para vocês terem uma ideia: na academia, quando o esforço era extremo, minha mente divagava nas cenas de "Guerra dos Tronos" (A louca!).

          Que obra de arte!!! Você não vai se arrepender de ler suas 585 páginas. Digo mais você vai dizer no final do livro: Já acabou?!?

          Beijos. Até o próximo.





“A morte é terrivelmente final, ao passo que a vida está cheia de possibilidades.”
Tyron Lannister 
(Pág. 69)



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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha: O homem de São Petersburgo

Ficha do Livro

Título: O homem de São Petersburgo
Autora: Ken Follett
Editora: BestBolso
Páginas: 432








          Ken Follett, autor renomado de suspense e romances históricos, tem mais de 20 livros publicados e 100 milhões de cópias vendidas, mais uma vez nos presenteia com uma narrativa maravilhosa, capaz de transportar o leitor para a Londres Pré Primeira Guerra Mundial.

          A história se desenrola no ano de 1914, no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial. O tema central gira em torno da entrada, ou não, da Rússia na guerra, mas a decisão depende de um acordo secreto entre Inglaterra e Rússia, intermediado pelo conde Walden e o príncipe Orlov. Para evitar que o povo russo lute contra Alemanha, um dos integrantes do movimento anarquista – Feliks - decide matar o príncipe, em território inglês. Enquanto isso e ao mesmo tempo, o passado destes e dos demais personagens ameaça vir à tona com revelações surpreendentes.

    O autor não economizou no número de cenas que atingem seu ápice. A trama é de leitura simples e agradável, mas ao mesmo tempo eletrizante exatamente pelos inúmeros pontos altos, o leitor se surpreenderá ao achar que prevê o final da história. No meu ponto de vista, o que mais enriquece o enredo é o fato de Follett aguçar a curiosidade do seu leitor. Além disso, a maneira como os personagens são conectados e, desta conexão, consequências inimagináveis são geradas.

    Mesmo sem ser fiel aos fatos históricos, típico de outras obras do autor, "O Homem de São Petersburgo" traz a dramaticidade correspondente à época, nos fazendo acreditar, muitas vezes, que o trecho lido fez parte da história mundial. Tudo isso se deve à sagacidade do autor em traduzir de maneira realista a ficção criada.

    Follett desenvolveu com maestria seus personagens, principalmente o de Charlotte, filha do conde Walden e Lydia, que abandona a ignorância aristocrática e se tornar uma das principais engrenagens da história, com personalidade, caráter e opiniões.

    Sem sombra de dúvida "O Homem de São Petersburgo" é uma excelente opção de literatura rápida, instigante e bem construída. Espero que gostem. Beijos!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Wish List # 1


          Olá pessoal! Muito feliz hoje por que estou inaugurando mais uma coluna no blog (\o/ \o/ \o/). Ao invés de fazer a lista básica do livros que quero ler, decidi publicar meus desejos literários, aproveitando e trazendo a sinopse dos livros para vocês (e para mim!).

          Na verdade minhas WishList ficavam perdidas entre muitos arquivos e eu sempre me esquecia de consultá-las no momento de comprar os livros. Resolvi simplificar e facilitar! Gostaram? Espero que sim

          Para a estréia apresento os lançamentos do Grupo Editorial Record. O primeiro livro "No mundo da Lua" será uma novidade para mim. Sim! Ainda não li nenhum Chick Lit e como adorei a capa e o título nada mais justo de começar me aventurar neste gênero com este belo livro. Já "Lâmina Assassina" fiquei curiosa para saber o que há por trás da fúria de Calaena. Me lembrou um pouco de Lisbeth...! "O Homem que virou fumaça" além de ser meu gênero preferido, vem temperado com trechos da Guerra Fria. Não podia ser mais perfeito. E para fechar o Desejos Literários de hoje dois livros que redundantemente são meus desejos literários: Mitos clássicos e Contos de Fadas. Sou apaixonada por mitologia, acredito que este livro será o da cabeceira...rs! E sobre os contos achei interessante a possibilidade de releitura das clássicas histórias de infância.

          Então é isso pessoal, espero que você gostem da nova coluna. E quanto a mim não vejo a hora de devorar estes livros...rs! Beijos e até o próximo post.


Autora: Carina Rissi
Gênero: Chick Lit
Páginas: 476
Editora: Verus Editora


 A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome.

Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?

Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.



Autora: Sarah J. Maas
Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 406
Editora: Galera Record

Implacável, sedutora, letal. Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria. Não à toa Celaena Sardothian é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras, assim como seu estranho código de honra e seu aguçado senso de justiça. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e o próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas?

Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda sua tripulação; o encontro como uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários — o próprio coração.



Autor: Maj Sjowall e Per wahloo
Gênero: Policial
Páginas: 224
Editora: Record

É agosto, e uma ilhazinha ensolarada na costa da Suécia é o destino escolhido por Martin Beck para seu tão merecido descanso. Que dura apenas um dia. Ao receber uma convocação urgente vinda do alto escalão do Ministério do Exterior, o inspetor precisa voltar para investigar o sumiço do jornalista Alf Matsson, que desapareceu em Budapeste sem deixar vestígios.

Por detrás da Cortina de Ferro, o caso assume outras proporções. A tarefa, já complicada diante da discrição solicitada pelo governo no auge da Guerra Fria, torna-se ainda mais árdua quando o detetive se depara com o submundo da Europa Oriental em busca de um homem que ninguém parece conhecer. Mas Martin Beck conta com o reforço de Vilmos Szluka, um desconfiado policial húngaro que, aos poucos, passa a respeitar os métodos do colega sueco. Quando ambos comparam as informações que obtiveram, veem-se diante de inúmeras lacunas, e as implicações internacionais do caso aumentam a cada pista. E nada parece estar relacionado ao sumiço de Alf Matsson.



Autora: Jenny March
Gênero: literatura
Páginas: 560
Editora: Civilização Brasileira

Os mitos da Grécia e Roma antigas estão entre as mais dramáticas e apaixonantes histórias de amor, guerra, heroísmo e traição criadas pelo homem. Seus personagens inspiram as artes e ajudam o homem a compreender a si mesmo: Ícaro voa perto demais do sol, Prometeu rouba fogo dos deuses, Édipo vive sua tragédia incestuosa.

Agora os apaixonados pela mitologia antiga têm em mãos um guia essencial. A famosa classicista Jenny March apresenta uma deliciosa compilação dessas histórias e conduz o leitor às origens, transformações e interpretações dos mitos que moldaram o mundo. Mitos clássicos é o guia mais completo para o estudo desses mitos e lendas inesquecíveis.


Autora: Rosa Amanda Strausz
Gênero: Juvenil
Páginas: 128
Editora: Galerinha Record

Numa terra nada, nada distante... Príncipes e princesas reinavam no reino do traço mágico. Cada um deles possuía um talento único. Alguns dominavam as cores; outros, a técnica. Mas todos possuíam a inegável capacidade de transformar tudo o que tocavam em algo mais divertido ainda. E o rei, Chis Duffy, reuniu esse grupo encantado para recontar, em quadrinhos, os mais amados contos de fada. Algumas fábulas se mantêm fiéis às originais. Mas outras trazem reviravoltas divertidas e, muitas vezes, emocionantes. Ao todo, dezessete histórias ganham novo colorido e humor.

Nesta antologia única, histórias que todos conhecem se unem a outras não tão conhecidas. O resultado, divertido, mostra que nem tudo é estático no universo das fadas!





segunda-feira, 30 de março de 2015

Gratidão - Meus Devaneios


Um dia após o outro
Um passo de cada vez.
É assim que pretendo ir...longe!

Antes tinha tanta pressa
Ansiava em ver as coisas acontecendo.
Hoje, enquanto o momento certo não chega,
Aproveito o intervalo para viver plenamente
Tantos os momento bons quantos os ruins.

Sim, são eles que mais me ensinam,
Guiam-me para onde quero chegar,
Mostram-me quem não devo ser.

Só por hoje quero ser feliz.
Não apenas rir a toa
Mas manter o estado de espírito em gratidão:
Por tudo que vivi, por tudo que vier.

Obrigada do fundo do meu coração.



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terça-feira, 24 de março de 2015

Retalhos Literários # 6

          Mais um Retalhos Literários diretamente do livro "A Ilha" da autora Victoria Hislop. Uma história que aborda um tema que antigamente era cercado de muito preconceito.

          Este livro vai levar você para uma pequena cidade da Grécia. Achei muito interessante justamente porque ainda não havia lido nada sobre este país.

          Segue um trecho para você se deliciar. Em breve a resenha aqui.





“Ela era a única pessoa em toda ilha, e isso a levou a enfrentar um fato: estar sozinha não significava necessariamente sentir solidão. Era possível ficar sozinha em uma multidão. A ideia lhe deu força para o que talvez tivesse de fazer ao voltar: começar sozinha a fase seguinte da própria vida”
(Pág. 27)



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quarta-feira, 18 de março de 2015

Resenha: A Casa das Orquídeas

Ficha do livro

Título: A Casa das Orquídeas

Autor: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
Páginas: 560









          A leitura de “A casa das orquídeas” foi um desafio para mim. Não pelos seus 60 capítulos distribuídos em 560 páginas, mas pelo gênero: romance. Não sou totalmente indiferente às histórias de amor, o fato é que a maioria delas é surreal demais para o meu gosto. Por isso me propus o desafio, ler um romance.

            Esta resenha foi a mais difícil de escrever, principalmente pelo número de acontecimentos no decorrer da trama, inúmeras reviravoltas e passagens desnecessárias. O livro podia muito bem fechar em 300 páginas, no meu ponto de vista, existem muitas histórias paralelas que não acrescentam em nada o desenrolar da história.

            Bem pelo inicio desta resenha vocês podem perceber que não gostei do livro, mas fui até o fim porque me recuso a abandonar uma leitura e também porque apesar de descontente com a história a curiosidade em saber como termina a trama foi imensa. Minha insistência em ir até a última página do livro foi também uma segunda chance a autora, vai que ela me surpreenderia no final. Mas não foi este o caso, infelizmente.

            Independente de gostar ou não, o livro desempenhou muito bem seu principal objetivo: passatempo perfeito para uma tarde intensamente quente onde não havia ânimo de sair da frente do ventilador.

            A casa das orquídeas traz várias histórias que se cruzam ao longo de gerações de uma família aristocrática da Inglaterra com tudo que um romance tem direito: amor, traição, segredos, medos, lutas, perdas e ganhos. O comportamento de cada membro da família Crawford interferiu na vida de todos ao redor, membros diretos ou não. Uma ação tomada resultou em diversas situações adversas, e muitas pessoas podem sair magoadas…

            Júlia Forrester é uma renomada pianista internacional. Após uma terrível tragédia familiar, ela volta a Londres, cidade natal onde viveu sua infância. Alicia, sua irmã, preocupada com a situação desoladora de Júlia tenta de todas as maneiras tirá-la do seu casulo de tristeza. Em uma das tentativas conseguiu convencê-la a participar do leilão que aconteceria na propriedade Wharton Park.

          A mansão sempre trouxera boas lembranças à Júlia. Ela costumava passar as férias na propriedade Crawford, onde seus avôs viviam e trabalhavam há muitos anos. Bill, seu avô, era o jardineiro da família e cultivava tipos raros de orquídeas, por este motivo a estufa sempre foi o lugar mais agradável, onde Júlia passava a maior parte do tempo ouvindo as histórias de seu querido avô.

          No leilão ela reencontra Kit Crawford, um jovem simpático, educado e muito atraente, que conheceu quando criança. Agora se tornou herdeiro da propriedade e de suas inúmeras dívidas adquiridas no decorrer dos anos. Kit e Júlia deram início a uma doce amizade, capaz de fortalecer Júlia em sua busca de aplacar a dor.

          A propriedade Crawford precisava ser vendida urgentemente por cauda de suas pendências financeiras e para isso necessitava também reformar alguns ambientes. Durante a reforma, fora encontrado um diário que relatava memórias da Segunda Guerra mundial. Kit desconfia que o objeto pertença ao avô de Júlia, já que fora achado no antigo chalé onde viviam seus avôs. Para ter certeza de quem era o verdadeiro autor do diário, ela procura a avó Elsie. A avó relata à neta revelações surpreendentes que cercam o misterioso diário de guerra.

          E assim, somos transportados para 1939, onde conhecemos Olívia, uma jovem que vivia na Índia e que retornou à Inglaterra para ser apresentada a sociedade aristocrática. Já no primeiro baile, conheceu Harry e atração entre os dois foi mútua. Mas houvera alguns desencontros para finalmente se reencontrarem e se entregarem ao casamento.

          Como todos os casamentos que aconteciam na época o enlace de Olívia e Harry fora arranjado.  Em circunstâncias com esta são inevitáveis os sentimentos não correspondidos, as decepções amorosas. E não foi diferente entre eles, que tiveram um casamento marcado por situações conturbadas. Muitos são os segredos, guardados pela família Crawford e que acabaram afetando a vida de Júlia e Kit.

          Daí por diante, caros leitores, para descobrir as conexões entre as histórias só lendo “A casa das Orquídeas”. Como havia mencionado, cumpriu o papel de me entreter numa tarde quente em São Paulo, mas infelizmente o saldo não foi satisfatório.

          Antes do final do livro o enredo toma um curso inesperado. Na minha singela opinião, uma mudança brusca que não acrescentou em nada a trama, pelo contrário, causou perplexidade nesta leitora. A partir de então ficou difícil digerir as manobras da autora em amarrar as pontas soltas de todas as histórias. Os últimos acontecimentos ocorreram em tal velocidade que parecia que Lucinda Riley queria resolver tudo num piscar de olhos.

          Mas nem tudo estava perdido, o ponto alto do livro são as passagens em que a autora nos leva a Londres, Paris e Tailândia. Confesso que viajei na narração sobre as belezas de Bangkok e a simplicidade do seu povo. Sinceramente fiquei com vontade de voar para o país e me deliciar em suas maravilhas.

          A intenção desta resenha não é desanimá-los com relação à leitura de “A casa das Orquídeas”, até mesmo porque o gosto literário é relativo, vai de cada um. Mas não podia de registrar minhas impressões sobre o livro. Se o romance é um gênero que você goste, leia o Best-Seller de Lucinda Riley e deixe aqui nos comentários a sua impressão também.